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quinta-feira, 14 de junho de 2012

BRASIL, NÃO FUJA DA ESCOLA!

Este blog divulga três eventos em Uberlândia. E ficam aqui os convites:

Nota: a arte da coruja que banca a professora, na carteira escolar, é original e foi gentilmente cedida a este blog pelo artista Saulo Devós.
VI ENCONTRO NACIONAL
DE PESQUISA EM FILOSOFIA DA UFU

SESSÃO DE COMUNICAÇÕES

DIA 16 DE JUNHO DE 2012 – SÁBADO
Salas do bloco 5Ó – Campus Sta. Mônica
Das 16:00 às 17:30 (sala 5Ó – A202)

Dentre 60 comunicações, em 20 mesas, destacamos aqui um trio que apresentará autores e temas pertinentes ao campo pedagógico. 
Thaís Crepaldi Watanabe: O conhecimento como relação na Filosofia de Rudolf Steiner.
Denise Franco Silva: As contribuições do Emílio ou da educação, de J-J. Rousseau; e os seus pressupostos da relação entre Educação e Política.
Gisele da Cruz Rosa: Relação entre direitos humanos e educação superior – essência e e sociedade.#
Os demais temas poderão ser conferidos em folder no local, a partir das 14:00. O evento está associado à XV Semana de Filosofia da UFU, com programação em


Outro convite – lançamento de livro:


O Brasil fugiu da escola:
motivação, criatividade e sentido para a vida escolar,

livro de nosso colega Sergio Kodato
(ex-professor da psicologia, UFU, agora na USP de Ribeirão Preto)
Lançamento em Uberlândia, dia 21/06/2012 (quinta-feira),
19:00 hs. Livraria Saraiva, no Center Shopping.

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Acharam pouco?
Pois teremos mais um evento em Uberlândia, promovido pela UFU
e movimentado pela filósofa Márcia Tiburi
O assunto ética hoje só pode mesmo acabar em saia justa
(e, para muitos, a justiça das grades)

Encontros UFU: ProvocaAÇÕES - “Nossa ética, nosso viver: onde nos encontramos?”

A Pró-reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis da Universidade Federal de Uberlândia, realizará no dia 21 junho de 2012, no Centro de Convenções do Center Shopping o evento denominado Encontros UFU: provocaAÇÕES que terá como objetivo a realização de debates e reflexões sobre ações de ensino, pesquisa e extensão, integrando a comunidade interna e externa da Universidade Federal de Uberlândia. Pesquisadores e profissionais de diversas áreas de conhecimento apresentarão considerações sobre temas de grande relevância para o desenvolvimento social, cultural e econômico da região e do país, possibilitando o debate e intercâmbio de experiências entre a comunidade acadêmica e a sociedade e suas instituições.
O respectivo Encontro contará com a presença da palestrante Márcia Tiburi (programa Saia Justa, canal GNT), tendo como tema principal: “Nossa ética, nosso viver: onde nos encontramos?”.
Ingressos: 2 litros de leite longa vida (destinados às instituições de longa permanência para idosos)
Pontos de troca: Supermercados D'Ville unidades Center Shopping e Getúlio Vargas - de segunda a sexta das 14h às 20h. (No dia 21 será feita apenas na unidade Center Shopping).
Vagas limitadas - haverá emissão de certificados.

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quarta-feira, 13 de junho de 2012

A ponte é até onde vai meu pensamento




A ponte não é de concreto, não é de ferro
Não é de cimento
A ponte é até onde vai o meu pensamento
A ponte não é para ir nem pra voltar
A ponte é somente pra atravessar
Caminhar sobre as águas desse momento
(Lenine – A Ponte – CD O Ano em que faremos contato, 1997)

ESTE POST TEM UMA TRILHA SONORA
E QUEM ESTIVER TRANQUILO, PARA LER SEM PRESSA,
PODE OUVIR LENINE CANTANDO, NO ENDEREÇO A SEGUIR:


Ponte Delta, no Rio Grande, e mais algumas obras de arte ferroviárias


CONTINUAMOS AQUI A APRESENTAR O "DOSSIÊ ENSINO DA FILOSOFIA", COM MATERIAL DO GRUPO 5, QUE LEU E EXPÔS O TEXTO DE SILVIO GALLO:

"FILOSOFIA E O EXERCÍCIO DO PENSAMENTO
CONCEITUAL NA EDUCAÇÃO BÁSICA"

A cultura do pensamento é a construção de pontes, de conexões elétricas e efêmeras como as sinapses, sempre em transição. Pensar é conectar. Pensar é construir pontes. Para utilizar uma expressão de Deleuze e Guattari, pensar por conceitos é uma atitude sintagmática, de estabelecer relações e conexões.

1 - Três registros do pensamento
Quando investigamos a cultura do pensamento na escola, devemos distinguir entre três modalidades básicas: 1. O pensamento por figuras ou imagens; 2. O pensamento por palavras; 3. O pensamento por conceitos.
Em um primeiro momento, o próprio pensamento por imagens se vale da palavra: é a construção das metáforas, das parábolas como forma de pensar e de fazer pensar o outro. No âmbito da cultura da oralidade, sabemos da importância que tiveram e têm ainda as metáforas e palavras, como, por exemplo, as parábolas nos textos religiosos, na Bíblia e nos sermões dos padres e pastores.
O pensamento por palavras é, de longe, o mais utilizado pelos seres humanos. O uso da palavra como ferramenta, para além da comunicação, significou uma revolução na nossa forma de pensar. Passamos a pensar também por palavras, mais do que por imagens, o que possibilitou que se processasse o pensamento com mais rapidez, com maior rigor. A este tipo de pensamento, os antigos gregos chamaram logos, significando, a um só tempo, palavra e razão.
Mas os gregos antigos criaram, porém, uma terceira modalidade de pensamento: o pensamento por conceitos. E fizeram isso ao criar uma nova “disciplina” do pensamento, à qual deram o nome de Filosofia.
Por ora, a intenção era apenas a de mostrar que o pensamento não é único, nem unitário, nem homogêneo.

2 - Pierre Lévy e os três pólos do espírito

Lévy delimita os três grandes momentos da história do conhecimento humano marcados por suas tecnologias específicas: o pólo da oralidade primária, momento este dominado por um conhecimento que costumamos chamar de mitológico; o pólo da escrita, com todo o impacto que essa tecnologia gerou sobre o saber humano, e o polo mediático ou informático, da segunda metade do século XX e que já nos permite vislumbrar assombrosas possibilidades para o conhecimento.
Podemos afirmar que a oralidade engendra um saber do tipo narrativo, baseado na ritualidade; a escrita, por sua vez, apresenta um saber teórico baseado na interpretação, enquanto que a informática possibilita um saber operacional baseado na simulação.

3 - A filosofia como exercício do pensamento conceitual

No quadro do que foi apresentado até aqui, podemos definir a filosofia como a atividade de criar conceitos. (p.63)
Mais adiante, lemos sobre como se formam os conceitos, segundo o filósofo, a partir dos atos lógicos da comparação, da reflexão e da abstração.

4 - Filosofia e o exercício do pensamento na sala de aula

Na sala de aula, estamos investindo em experiências de pensamento ou impondo uma recognição? Estamos ensinando a filosofia como atitude crítica e criativa ou estamos disseminando uma imagem dogmática do pensamento?
Para responder a tais perguntas, Gallo cita Pierre Lévy, que se apóia em Havelock, que trouxe uma proposta de interpretação para o nascimento da filosofia baseada na passagem de uma cultura oral para uma cultura escrita.
Tratar do ensino da filosofia como criação de conceitos, como experiência do pensar por conceitos, significa fazer da sala de aula uma espécie de laboratório ou “oficina de conceitos”. Trata-se de deslocar o foco do ensino como treinamento para uma educação como experiência, em que cada estudante seja convidado a colocar seus problemas, adentrar no campo problemático e experimentar os conceitos, experimentar o pensamento por conceitos, seja manejando e deslocando conceitos criados por filósofos ao longo da história do pensamento, seja criando seus próprios conceitos.

Filosofar com o martelo?

Somos educados a partir da experiência, tratando assim o “ensino como treinamento”, somos treinados a treinar o pensamento. O objetivo da Filosofia é ensinar a pensar.
“O ensino é uma espécie de convite; sua ligação com o aprendizado é frágil e tênue. Isto significa que, para além de qualquer método de ensino, não há método para o aprendizado;” (p.74).

Assim a filosofia deve ser criadora de conceitos, sendo responsável por estimular o pensamento, sendo a sala de aula a “oficina de Conceitos”, deslocando o foco do ensino como treinamento para uma educação como experiência. #

Oficina do tio Pierre

>Para ler o texto na íntegra e de graça, acessem o endereço a seguir:



Grupo 05 (breve com foto!):
Franciele Thainara
Gabriela Ribeiro
July Natalie
Lorraine Cassia
Thaís Rodrigues
Thatyane Inez

quarta-feira, 6 de junho de 2012

¿QUEM VOCÊ PENSA QUE É SEU TEMA?

Grupo 8: Irisléa (professor) & Maria Consuelo

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PERGUNTAS AUTORITÁRIAS:
 A QUESTÃO DO MÉTODO, AS MONOGRAFIAS E O FILOSOFAR
Método é caminho.
O orientador até pode indicar mapas...

O professor Gonzalo Armijos Palacios discute a relação entre as perguntas autoritárias e a forma de se conceber o trabalho filosófico na academia brasileira. O texto faz parte do dossiê “Ensino de filosofia”, publicado por nossa revista Educação e Filosofia, nº 44.

O autor, que atualmente trabalha no campus da UFG, na cidade histórica de Goiás, demonstra perplexidade diante de uma pergunta que lhe fizeram em um evento sobre o ensino de filosofia: “Qual deveria ser o papel do professor?” E segue mencionando outra pergunta, esta feita quando ainda era graduando em filosofia “sobre quem iria escrever a dissertação?” Na ocasião não tinha o conhecimento da necessidade de se escrever sobre alguém, pois para ele monografia deveria ser sobre algum problema ou algo que incomodasse ou que preocupasse e que merecesse alguma tentativa de solução racional.

...mas a metodologia não deveria impedir a viagem do pesquisador
Outra questão apontada pelo autor que o deixou entristecido foi o fato de muitos ainda pensarem que monografias em filosofia devem ser sempre voltadas exclusivamente sobre as idéias de algum pensador famoso. Faz críticas quanto ao fato de estudantes fazerem suas monografias baseadas em reprodução das idéias que seus orientadores estudam, ou seja, reproduzem aquilo que já está escrito, mas com a intenção de entender as idéias desses autores, mesmo sabendo que o que já está publicado foi feito com esta mesma intenção (de serem compreendidos). Mesmo sabendo desta exigência Gonzalo redigiu sua monografia sobre um assunto que o preocupava na época – O que é ideologia.

Contra a pergunta autoritária: sobre quem você vai pesquisar?
Questionado se havia soluções para a filosofia, Gonzalo afirma que soluções existem, mas se são ou não corretas isso é outro assunto. E, depois de muitas perguntas sobre o papel do professor, conclui que isso ainda é muito vago; apenas o de incentivar nos estudantes a procura da verdade. 
E acrescenta ainda que perguntas autoritárias exigem respostas autoritárias, e que talvez não tenha um papel, mas um antipapel e que sirva apenas para despertar nos estudantes de filosofia uma necessidade de não assumir o papel secundário de se limitar a ser mero comentador de filósofos consagrados emas sim de se  assumirem como filósofos.

Qual o método para se escrever uma monografia? E qual o método para se desenvolver uma pesquisa? O autoritarismo por trás das perguntas também na maneira como se deve agir, supondo-se, portanto, apenas um único modelo a ser seguido ao escrever monografia ou ao se fazer pesquisa.
Palácios cita a obra Contra o método, do filósofo da ciência Paul Feyerabend, na qual defende uma tese polêmica e propõe o anarquismo epistemológico, ou seja, tudo vale. O método deve ser entendido como um caminho que nos leva de algum lugar a outro, portanto o caminho que escolhemos será determinado por alguns fatores: área, onde queremos desenvolver nossa pesquisa, ou redigir nossa monografia, as motivações e as circunstâncias que nos levaram aos problemas que queremos resolver, e os objetivos que perseguimos; isso tudo afetará a maneira  que escolhemos para desenvolvermos nossa busca e redigir  nosso trabalho.
Palácios cita ainda o professor  Agoglia Volpatti, que dizia o seguinte: em qualquer trabalho por menos que seja, mesmo trabalho de final de curso, monografias alguma idéia o aluno deve defender que seja dele; essa é a sua contribuição. Caso contrário o trabalho vem a ser apenas um resumo das idéias alheias. Em síntese alguma contribuição o trabalho monográfico deve fazer, não sendo apenas uma simples repetição das idéias do autor estudado.

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Rally de jipes em Goiás, setembro de 2011,
e uma filosofia off-road:
"Se a metodologia autoritária quiser ditar o caminho,
saia fora da estrada e invente uma trilha, pois o que interessa
é encarar dificuldades reais e resolver problemas relevantes."

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Para ler o texto na íntegra e de graça, visitem:

domingo, 3 de junho de 2012

EDUCAÇÃO NÃO É PRA FAZER CABEÇA


O grupo da controvérsia em pose de MBA


O curso de Pedagogia da UFU tem uma disciplina muito... digamos assim, sei lá. Entende? A verdade é que o professor anda meio distraído, desligado... Tipo assim, ele estava achando que o curso era semestral e já tinha distribuído 60 pontos. Estava pronto pra fechar o diário. Que nada! Essa rara turma tem matérias anuais... Ah! é? Que bom...

Podem estar certas, caras alunas: já vimos filósofos mais distraídos que esse aqui digitando de madrugada. Exemplos: Valério Rohden derrubava gravadores  e águas em sua mesa de conferências. Belucci foi parar em Itumbiara, quando era aguardado em Tuitaba... Tem base? E o Tales, então? Tão distraído era o milésio que caiu em um buraco, quando olhava para as estrelas. Ah! deve ser isso...

Mas podem apostar que ele não vai repetir as piadas e nem enrolar. Mas pode ser legal exibir uns filmes e inventar algo relevante, tal útil e atual quanto a... controvertibilidade assumida.

Duvidar já é um bom começo, rumo a controvérsia.

O Professor está caduco? Há controvérsias...

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Além do dossiê sobre o ensino de filosofia, trouxemos mais dois ou três textos, pois temos mais grupos que artigos nesse excelente dossiê, no nº 44 da revista Educação e Filosofia.

Eis aqui uma canja do texto aparentemente difícil do W. Sander. O título é longo e pode assustar, mas logo entendemos e vemos que o assunto é muito relevante.

O professor deve mostrar os diversos lados de um problema? As diversas opiniões? E o professor deve - ou pode - vender seu peixe, fazer a cabeça, doutrinar a massa, impor sua opinião? Fez diferença na história da educação estarmos em uma escola pública ou privada?



FORMAÇÃO E PERSPECTIVIDADE

CONTROVERTIBILIDADE E PROIBIÇÃO DE DOUTRINAÇÃO
COMO COMPONENTES BáSICOS DA FORMAÇÃO E DA CIÊNCIA


autor: Wolfgang Sander

Tradução de Bento Itamar Borges
(traduzido por encomenda da revista, de boa e de graça) 



RESUMO

Na discussão acadêmica alemã sobre a formação política, os princípios da controvertibilidade e da proibição da doutrinação valem, desde o Consenso de Beutelsbach, no final da década de 1970, como critérios de qualidade fundamentais e consensuais para a práxis pedagógica. Esta contribuição investiga se e em que sentido esses princípios poderiam, indo além da formação política, reivindicar validade para todo o âmbito da educação, e, de modo especial, para as escolas. Isso será feito em três passos: primeiramente, a partir do Consenso de Beutelsbach, a multiperspectividade3 será fundamentada como princípio para todas as áreas; em seguida, ela será exposta a partir de uma visão construtivista do contexto formado por saber e perspectividade; por fim, será feita a defesa de
uma renaissance do conceito de formação enquanto minuta de referência para a escola com base nessa compreensão construtivista do saber.

ENSINE A CONTROVÉRSIA
É legal ver na net que essa é uma luta em defesa da liberdade
de ensinar outras cosmovisões, como a da Terra chata...




ENSINE A CONTROVÉRSIA

Até o pessoal que acredita no Zetê quer tirar sua casquinha...
(E viva Erich von Daniken!)

Além de traduzir, do alemão, esse texto longo, traduzi também do inglês uma réplica de Marcelo Dascal, professor brasileiro hoje em Israel. Esse texto é mais curto e tabém pode ser lido online, em:


 

O texto de Sander pode ser lido de graça na revista online, em



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gupor: Lorena, Maryelle, Érica

sexta-feira, 1 de junho de 2012

REGRAS DO MARION: CARIDADE SEM PREGUIÇA

Fala sério.Esse texto de Jean-Luc é muito dífícil. O professor admite e varou a madrugada preparando aula. Quem quiser que confira. Estamos devorando todo o dossiê sobre o ensino de filosofia, o nº 44 da revista Educação e Filosofia. Mas esse artigo é pedreira. Só conheço algo desse naipe, indigesto e sem lado de chegar: o livro de Cossutta.
O Jr. tinha esse livro e eu também o adquiri, mas...
o que fazer com essa obra hermética?
As alunas apresentaram o texto e deixaram o roteiro a seguir. Ao final, damos o site para quem quiser ler Marion na íntegra. Cheio de referências e artimanhas, mas... um exemplo de que não podemos ler com preconceito. Tipo: esse francês é pedante, está se achando, etc. Ele e os demais franceses tem razão nisso: nenhum país investiu tanto nessa tecnologia de explicar textos de filosofia. Não adianta chiar.

Jean-Luc Marion
Há fotos dele no fardão, pois tem cadeira na Academia Francesa
Não é fraco, não.


E o texto de Marion, no fim das contas e através de categorias atraentes como a "caridade" e a "preguiça", traz importantes regras, como dar atenção aos autores menores e até nanicos.
É um típico caso de "ad astra per aspera", ou seja, tem que ralar para chegar a brilhar.
Mas, vamos combinar, não é? O grande trunfo dos franceses continua sendo Descartes. O que seria da filosofia francesa sem ele? Well, perguntem aos holandeses que o deixaram trabalhar em paz...

ALGUMAS REGRAS EM HISTÓRIA DA FILOSOFIA

Limites da Proposta
O autor, em sua proposta não tem a intenção de definir a metodologia, mas busca reconstituir as metodologias aplicadas. A França renovou os aspectos quantitativos e qualitativos da disciplina.
Demonstrar
A Filosofia como disciplina, busca convencer e apresentar teses estabelecidas por demonstrações. O autor  demonstra que um  historiador da filosofia deve: conhecer profundamente o autor, não tentar explicar aquilo que não se domina, ser um interprete e também filosofar.
O texto ativo
A história da filosofia deve se tornar científica.
Para se tornar ciência ela deve proceder, por acumulação de conhecimentos verificados. Durante a acumulação dos conhecimentos, não se deve fazer economia do trabalho textual. O texto ativo, é um norteador para os leitores, ele  serve para eliminar e invalidar .
Um texto não compreende apenas um conjunto de escritos, mas também a história de sua interpretação. A história e a filosofia são indissociáveis.
O contexto
O progresso em história e em filosofia não procede somente por acréscimos de dados factuais e especulativos, mas também pelo crescimento externo.
Paradigmas
Não há, pesquisa de história da filosofia sem questão filosófica. Em princípio, nenhum paradigma deve ser excluído para guiar uma investigação em história da filosofia, porque sua legitimidade se mede, com efeito, pelos seus resultados – pela amplitude da inteligibilidade produzida no campo concernido.
Conceito e erudição
 A história da filosofia concerne a filosofia, porque ela marca o grau de pertinência retroativa de uma filosofia. Ela concerne também a história, porque ela coloca em evidência nesse contexto o trabalho do espírito e do conceito no campo complexo, desordenado e sempre a retomar da via indefinidamente renovada das ideias.
grupo: Thaís Roberta, Ana P Queiroz, Priscilla Rayane, Maria Beatriz


 
Nosso departamento de imagem aguarda a foto do grupo sete.


Texto original de Marion: publicado na revista Educação e Filosofia, nº 44, que pode ser lido de graça no endereço a seguir


http://www.seer.ufu.br/index.php/EducacaoFilosofia/article/view/1976
Jean-Luc Marion

(Tradução de Leandro de Araújo Sardeiro)

sábado, 19 de maio de 2012

ANEDOTA ALFABETIZANTE

Caras alunas da Pedagogia e caros leitores do Planeta, com W de World, in WWW!


abcdefghijklmnopqrstuvwxyz



Enquanto aguardo um resumo e umas fotos para montar uma reportagem sobre a exposição feita ontem em sala de aula, vem aí uma anedota.


E esse causo que conto foi trazido à memória deste professor por um grande cartaz que as alunas manuseavam em sala de aula. De longe, via-se que era material didático, encarte de cartilha escolar, bem colorido. Mais perto: vi as letras e sílabas do alfa-beta-kappa... Sim, era a evolução da velha cantilena dos ba-be-bi-bo-bu e dos ca-qué-qui-co-...etc.


 Senta, que lá vem história!

"Foi por volta de 1997. Fui passear na vizinha cidade de Bom Sucesso. Levei minha mãe para visitar uma prima. Dois ou três netos dela faziam algazarra: um magrinho, de óculos, com cara de nerd. O outro, da mesma idade, mas bem crescido e forte (pra não dizer "gordinho", pois vai que esse negócio de bullying já chegou lá na terrinha...). A avó quis acabar com a farra, para que as visitas pudessem prosear de boa e comer broa com café da roça. E despachou logo o maiorzinho, com aquele papo de que ele tinha que fazer as tarefas da escola, que estava atrasado e... Mas nisso, o rapazinho me saiu com esse ótimo argumento em sua defesa (o que implicava em atacar o nerd): "Mas, vó! Ele é que precisa estudar, ele é que está atrasado... " Diante da cara de desentendida da avó, ele completou: "Mas, vó! eu já estou no sapo!.. e ele agora é que chegou no macaco..."

E que tal um "S" de macaco? Olha o rabo.
Um disléxico com escrita espelhada
complica a vida de psicólogos e desenhistas...


E essa bem que podia ser uma contribuição do Rafa Medina
em tempos de escolinha das tias.
Vai ser outra história.
*********


 PARA CASA:
passem adiante esta mensagem
e ajudem a salvar o planeta





quarta-feira, 16 de maio de 2012

GRUPO 2: UMA VISÃO CLÁSSICA

A condição humana e a educação em
Hannah Arendt

(1906 - 1975)

Hannah Arendt nasceu na Alemanha e faleceu nos Estados Unidos da América.

Filósofa política alemã formada em 1928, de origem judaica, uma das mais influentes cabeças do século XX.
Trabalhou, entre outras atividades, como jornalista e professora universitária, publicou obras importantes de filosofia política, tais como:
1949: Origens do totalitarismo

1950: O que é política?

1957: A crise na educação

1958: A condição humana

1961: Entre o passado e o futuro

1971-78: A vida do espírito

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 O artigo de Odílio discute a relação entre condição humana e educação em Hannah Arendt.

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A autora é associada ao processo educativo da visão clássica da educação em contraposição à visão especializante e adestradora da modernidade. É apresentada a visão geral da condição humana em Arendt e, por último, aborda-se a natalidade que, segundo a autora em pauta, é a condição humana diretamente ligada à educação.
Para Hannah “a essência da educação é a natalidade”.
A idéia é explicitar que o tema da natalidade  é, entre as demais condições, a mais intimamente ligada à capacidade de iniciar algo novo, isto é, à ação, pois “os homens, embora devam morrer, não nasceram para morrer, mas para começar”.

A relação entre educação e condição humana, nas posições clássicas, é propícia ao florescimento humano, entendido como desenvolvimento das capacidades  poéticas, teóricas e práticas. Sem trabalho, educação,  e arte, o homem reduz-se a mero ser vivente . A condição humana funciona como uma espécie de habitat apropriado ao desabrochamento e revelação dos seres humanos

A condição humana diz respeito às formas de vida que o homem impõe a si mesmo para sobreviver. São condições que tendem a suprir a existência do homem.

 As condições variam de acordo com o lugar e o momento histórico do qual o homem é parte.

Nesse sentido todos os homens são condicionados, até mesmo aqueles que condicionam o comportamento de outros tornam-se condicionados pelo próprio movimento de condicionar.

 “O homem, para viver, precisa sempre dar conta da vida e da sua reprodução; de um mundo que o proteja das intempéries da natureza e de um espaço que possibilitasse a sua interação política e linguisticamente mediada”.


A condição humana não é o mesmo que a natureza humana:

“É altamente improvável que nós, que podemos conhecer, determinar e definir a essência natural de todas as coisas que nos rodeiam e que não somos, venhamos a ser capazes de fazer o mesmo a nosso próprio respeito. (...) Em outras palavras, se temos uma natureza ou essência, então certamente só um deus pode conhecê-la e defini-la; e a condição prévia é que ele possa falar de um ‘quem’ como se fosse um ‘que’.” ( p. 18-19

Para Arendt, o homem é um ser para o nascimento. A categoria de natalidade, em Arendt, é uma aposta esperançosa na capacidade humana de agir e de falar, de romper qualquer tentativa de opressão, manipulação e controle.
O homem não é apenas imitação e repetição, mas capacidade de, no interior da condição humana, começar algo e, dessa forma, inserir-se no mundo humano.

Yes, the human condition...

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Seminário apresentado na Graduação de Pedagogia,
disciplina Filosofia por: Ivanete A. Silva Rocha e Roseli Marques Rodrigues

(texto-base para exposição em sala de aula: publicado por Odilio Alves Aguiar,
na revista Educação e Filosofia, v. 22, n. 44, p. 23-42 – Dossiê Ensino de Filosofia)

(Orientação: Prof. Dr. Bento Itamar Borges – UFU)